Muita Ironia e Pouca Vergonha na Cara

Blog do escritor Glauber da Rocha - agora, toda sexta!

13:17

continuação de o lobo do circo

Postado por Glauber da Rocha |


* * *

A primeira coisa que tinha que fazer era perdoar o palhaço João e o anão Rafael. Mas, como iria perdoar quem urinou em mim? Como? Era algo muito difícil. Mesmo assim, tentei. Comecei a orar e a perdi esse dom de perdoar a quem nos faz o mal. Orei, e na oração, pude sentir o amor de Deus, e com isso consegui perdoá-los. Depois, ficou bem claro que iria ter que resistir às tentações do adversário, porque estava sendo fortemente provado. E, ao pensar nisso, de repente apareceu o seu Lagos com o pastor Mello.
– Aqui está ele.
– Ele quem?
– O Mauro.
– Você está de brincadeira comigo, não está?
– Não, não estou. É o Mauro.
– Você não quer que eu acredite num absurdo desses, quer?
– Você não acredita que existem demônios?
– Acredito.
– E não consegue acreditar que alguém pode se transformar num animal?
Espere aí, seu Lagos, animal é a p.
– Se você tivesse me dito isto, nem teria vindo.
– Mas eu lhe juro, ele é o Mauro. Quer ver. Mauro, se você é o Mauro, levante a pata direita. Levantei a pata direita.
– Viu? Está vendo. É ele, o Mauro!
– Mas isto não prova nada.
– Então pede para ele te dar um sinal.
O pastor Mello pensou, viu que era um absurdo, mas por insistência de seu Lagos, me pediu um sinal.
– Se você é mesmo o Mauro, como o seu Lagos está dizendo, dê uma volta – pediu ele. Uma volta?
Só faltava essa...
– Viu? Ele não fez nada.
– Espere – pediu o seu Lagos.
Dei a volta.
– Está vendo? É ele!
– Mas isto não prova nada.
– Então pede outra coisa para ele fazer.
O pastor Mello pediu para dar três pulos vezes três.
Dei nove pulos, como ele pediu.
– Viu?
– Vi.
– Acredita agora?
– Estou perplexo. Isto só pode ser obra do cão.
– Então faz uma oração nele, para dar um jeito nisso.
– Só se ele não me morder. Vou precisar impor a mão na cabeça dele.
– Ele não vai te morder.
O pastor Mello colocou a mão na minha cabeça e começou a orar.
Ao fazer isso, fui ficando com raiva dele, com um ódio, e comecei a rosnar, a uivar.
– Em nome de Jesus, Satanás eu te ordeno: saia deste corpo!
Comecei a babar, e tentei morder a mão dele, sem conseguir.
– Demônio dos Infernos, eu te ordeno: saia!
Uivei mais forte, rosnei, e então o pastor Mello ficou com medo e desistiu do exorcismo.
– Sozinho não consigo. Vou buscar mais pastores; para nós todos, juntos, poder expulsar esse Capeta que está nele.
E saiu, junto com o seu Lagos, prometendo voltar logo, logo.

* * *

Assim que os dois saíram, uivei, chamando a Josy.
Ela veio, e eu parei de uivar.
– Você está triste? – perguntou ela.
Não, falei, com a pata.
– Você precisa ser forte, para sair dessa.
Olhei para ela.
– Estou com você – falou-me, levantando-se para sair.
Balancei o rabo.
– Ficou feliz?
Sim, falei de novo, com a pata.
– Quando precisar de mim, é só uivar.
Do jeito que você estava fazendo.
Está bem.
– E me perdoe.
Perdoar? Do quê?
– Me perdoe por não ter tido coragem de assumir o que estava sentido por você...
Quem sabe, nada disso teria acontecido.
Balancei a cabeça, gesticulando que ela estava perdoada.
– Te amo! – disse também.
Me ama?!, indaguei, surpreso.
– Vou estar sempre perto – falou, saindo.
Fiquei ali pensando em tudo o que ela disse. Ela me amava! Como nunca fui perceber? De fato, nunca daria para perceber, uma vez que não estava interessado no amor, mas apenas em comer as mulheres do circo, e nada mais. Então, o peso do arrependimento pesou em meu ser, e fiquei triste. Por outro lado, ela me amava, e isso era motivo para ter esperança. O amor sempre nos dá isso, esperança.
Por isso, me senti forte para vencer todas as tentações. Eu tinha o seu amor, o amor de Deus, e isso eram armas poderosas para deixar de ser um lobo. Não obstante, assim que a madrugada chegou – o pastor não voltou nesse dia com os outros pastores – fui tentado mais uma vez, e de forma mais forte e cruel.
A Lúcia e a Carmem, desta vez, apareceram acompanhadas da Raquel e da Cláudia! As duas haviam traído a promessa de guardar segredo e contaram o que tinham feito comigo na noite anterior, despertando interesse nelas. Aproximaram-se. A Lúcia, para provar que o quê ela estava dizendo era verdade, logo foi se aproximando de mim. Senti o seu perfume, e quase esqueço de todo o meu propósito.
Ela, chegando bem perto, levantou a saia e colocou a buceta bem diante do meu foucinho – nesta noite, ela estava tão preparada que nem calcinha vestiu. Recusei.
– O que foi benzinho, está com vergonha das outras?
Fiquei imóvel.
– Vem – pediu ela.
Orei: afasta-se de mim, tentação dos Infernos!
– Não vai querer? – disse ela.
A Raquel e a Cláudia começaram a desconfiar que fosse verdade o que elas lhes disseram.
– Vem, vem? Lambe a minha bucetinha, lambe?
Fiz que não.
Elas riram.
– Que foi, tá dodói hoje, é?
Não respondi.
– E seu eu der meus seios para você lamber? – falou ela, levantando a blusa.
Também não respondi.
Ela tirou o sutiã.
Vi que seus seios eram perfeitos, lindos.
Meu pau endureceu e saiu para fora do coro.
Fiz então um esforço mental para ele amolecer.
Foi em vão.
– Viram? Ele está excitado!
– Mais um pouco e ele te lambe – falou a Carmem.
Dito e feito: coloquei o foucinho nos seios dela e cheirei, colocando a perder todo o meu esforço. Depois, a língua; e fiquei lambendo até ela se levantar, a fim de que agora eu lambesse a sua vagina. Lambi até ela gozar. A Raquel e a Cláudia acharam isso incrível, muito excitante. Levantaram a saia também e colocaram a buceta para o lobo lamber. E não somente a buceta, mas os seios, as pernas, e as coxas também.
A Raquel, com muito tesão, virou a bunda em minha direção, dizendo me come, lobinho, me come. Levantei as patas dianteiras; e, segurando-me nas grades, levei o meu cacete de lobo em direção à genitália de vadia dela. Enfiei, e ela começou a gemer. As amigas dela viram isso e começaram a rir, excitadas, dizendo eu também quero. Comi a Raquel com avidez, me segurando para não gozar e conseguir comer elas todas: com certeza, o Inferno já era meu... Adeus, Mauro! Jamais será cordeiro!
Depois dela, veio a Lúcia; e depois da Lúcia, a Carmem, seguida pela Cláudia. Quando gozei, afastei-me delas e cai exausto, no chão da cela. Me perdoa, meu Deus... Elas, ao me verem ali deitado, saíram de perto, voltando para seus trailers. E eu, fiquei na jaula, mais uma vez derrotado pelo Adversário...

* * *

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